Recompra de celular: como funciona?

Escrito na categoria "Telefone Celular" por André M. Coelho.

No papel, um programa de recompra de celular parece muito bom: use um produto por alguns meses ou anos, depois envie-o de volta à loja quando quiser atualizar para a tecnologia mais recente e melhor. Dessa forma, você pode proteger seu investimento e experimentar um novo dispositivo. Mas o programa é realmente um bom negócio? E quem realmente acaba lucrando: você ou a loja?

Programa de recompra de celular: como funciona?

O programa permite aos usuários revenderem eletrônicos que estão em boas condições para uma empresa de varejo que em troca, oferecerá um crédito ou desconto na compra de novos dispositivos. Embora a capacidade de revender eletrônicos não seja nova, o que há de novo são os varejistas de eletrônicos (e até algumas operadoras de telefonia) que fazem o processo de revenda fazer parte do preço de compra.

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Vamos começar com um exemplo com o celular de um amigo, o Motorola G4 Dual TV. Na avaliação de um dos programas de recompra testado, o aparelho comprado em 2016 tem o valor e R$228 no programa de recompra em menos de 6 meses de uso. Ele foi comprado por quase R$1000, o que significa um pagamento aproximado de 22,8% do valor que foi pago no aparelho. Pesquisando em sites de classificados online, foi possível encontrar o mesmo aparelho sendo vendido por R$700 ou mais, o que significaria um pagamento de 70% do valor original do aparelho.

Claro, ver um aparelho desses à venda não significa que ele realmente está vendendo. O programa de recompra é um dinheiro garantido de você receber, ao contrário de colocar o smartphone à venda por conta própria. Porém, o “prejuízo” é bem alto, o que deve te colocar pensando duas vezes antes de aderir a um programa de recompra.

Como funciona recompra de celular

O programa de recompra de celular pode te ajudar a economizar dinheiro na hora de trocar de aparelho. (Foto: Harvest Cellular)

O reembolso da recompra é fornecido como um cartão de presente ou bônus

Quando você revende seu produto, o varejista espera que você compre um novo dispositivo. Isso explica por que você só pode obter o seu investimento da recompra como um cartão de presente ou bônus para a compra de um novo dispositivo, diferentemente de quando você vende seu aparelho por conta própria, onde você poderá usar o dinheiro como bem entender.

Na troca de seu celular usado por um novo, ele não precisa estar em perfeito estado

Quando vendendo seu dispositivo diretamente, mesmo o mínimo arranhão pode afastar potenciais compradores. No caso de um programa de recompra, mesmo dispositivos avariados podem ser comprados de volta pelas varejistas. Isso é uma vantagem para quem tem um dispositivo que não está funcionando bem, não quer consertar, e acha que vai perder dinheiro vendendo por conta própria. Isso é, se conseguir vender o aparelho.

As vendas para terceiros rendem muito mais dinheiro

Como já dissemos, mas é bom reforçar: se você pesquisar em classificados online para vendas recentes do mesmo dispositivo que você tem, verá uma grande diferença de preços em relação aos programas de recompra. Porém, nem sempre a venda será garantida. Pode ser que você consiga vender seu dispositivo ou não, e na recompra a “venda” é garantida.

Quando faz sentido participar de um programa de recompra?

Revender itens através de classificados online é relativamente fácil, mas pode demorar para você conseguir o dinheiro que está pedindo. Você pode não obter o valor cheio, pode ter problemas com o pagamento dos produtos também.

Se você precisa vender seu aparelho urgente, ou ele está danificado e você não quer nem reparar os danos, pode ser uma boa ideia um programa de recompra. Porém, esteja preparado para o prejuízo, que vai pesar bem no bolso.

O que vocês acham dos programas de recompra? Acham que valem a pena? Já participou deles alguma vez?

Sobre o autor

Autor André M. Coelho

Quando André entrou na faculdade em 2004, notebooks eram ainda muito caros. Para anotar as informações, buscou opções, encontrando no Palm Zire 72 um aparelho para ajudá-lo a registrar informações das aulas. Depois, trocou por um modelo de celular com teclado, Qtek quando o 2G e o 3G ainda engatinhavam no Brasil. Usou o conhecimento adquirido na pesquisa de diferentes modelos para prestar consultoria em tecnologia a diversas empresas que se adaptavam para o mundo digital. André passou ainda por um Samsung Omnia, um Galaxy Note II, e hoje continua um entusiasta de smartphones, compartilhando neste site tudo que aprendeu.

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